Como escolher um bom plano de saúde

08 de Fevereiro de 2018 – Cuidar da saúde não é fácil. Imprevistos podem ocorrer a qualquer momento. Com a precariedade do atendimento público, ter um plano de saúde passou a ser uma opção cada vez mais importante para socorrer as pessoas nas horas de dificuldade e evitar um aperto repentino no bolso. Escolher um convênio, contudo, exige cuidados, advertem especialistas.

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula o setor, orienta o consumidor a se informar antes de assinar qualquer contrato. A decisão não deve ser tomada por impulso e, sim, após uma avaliação de necessidade do indivíduo e de seus familiares.

No site da instituição, há um guia que ajuda os consumidores a escolher a operadora.

http://www.ans.gov.br/guiadeplanos/

Os itens mais básicos à serem observados são:

  • Tipos de contratação – individual/familiar
  • Onde você deseja ser atendido (abrangência)
    Coberturas dos planos (procedimentos, carências, doenças pre existentes , etc )
  • Rede de prestadores (hospitais que atendem pelo plano)
  • Tipo de acomodação (em caso de necessidade de internação)
  • Preço

O essencial é que as mensalidades do plano caibam no orçamento.

“Não adianta insistir numa situação que esteja fora da realidade ou o consumidor vai acabar perdendo o convênio por falta de condições de arcar com as parcelas”, diz José Vignoli, educador financeiro do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

Cuidado com os Reajustes

Nos planos individuais e familiares, existem 10 faixas de reajuste:

do nascimento aos 18 anos, de 19 a 23 anos, de 24 a 28 anos, de 29 a 33 anos, de 34 a 38 anos, de 39 a 43 anos, de 44 a 48 anos, de 49 a 53 anos, de 54 a 58 anos e de 59 anos ou mais.

Nos planos coletivos — empresariais e por adesão —, contudo, o reajuste não é regulado pela ANS, mas definido por acordo entre a operadora e a associação a que o consumidor pertence. Nesses casos, é preciso cuidado, pois os reajustes podem ser bem mais salgados. O problema é que encontrar plano individuais e familiares tem sido cada vez mais difícil. Para escapar do controle da ANS, a maioria das operadoras só oferta planos coletivos ou empresariais. Assim, fica difícil fugir dos reajustes elevados.

Com aumentos exagerados, porém, muitas pessoas perdem a condição de bancar o plano. “Nesse caso, o consumidor deve verificar se o seguro está atendendo ou se está, eventualmente, acima das necessidades. Há possibilidade de migrar para outro mais simples. Infelizmente, não é possível custear tudo. Às vezes dar um passo para trás é difícil, mas pode ser essencial”, diz Vignoli.

Consulte por sites de reclamações e reclame !

A negativa de procedimentos está entre as três reclamações mais frequentes feitas ao instituto. “Se o médico solicita um tratamento e a operadora nega, há necessidade de um desempatador, mas normalmente ele faz parte da rede de médicos cadastrados da própria empresa. Então, é fácil questionar o conflito de interesses nesses atos, já que eles são vinculados à operadora”.

 

Existe uma cartilha oferecida pela própria ANS com mais dicas :

Http://www.ans.gov.br/images/stories/Materiais_para_pesquisa/Materiais_por_assunto/cartilha_plano_de_saude.pdf

Fonte:http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2017/11/05/internas_economia,638658/como-escolher-o-plano-de-saude.shtml